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14/ago/2019

Entre os tipos de câncer do sistema digestivo no Brasil, cerca de 30,1 mil neste ano serão de intestino (colo e reto), segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). As mulheres são as mais atingidas pela doença, com 15.960 novos casos, contra 14.180 do sexo masculino, mas a prevenção é necessária para ambos os gêneros, sobretudo a partir dos 50 anos.

A enfermidade pode, atualmente, ser identificada com bastante segurança e antecedência. De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed), Sérgio Bizinelli, já é possível detectar a doença de maneira precoce por meio da endoscopia baixa ou colonoscopia, um exame rápido e indolor e que gera grande possibilidade de cura.

Os sintomas podem ter intensidade distinta. Variam de mudança do ritmo intestinal, com prisão de ventre ou diarreia sem causa aparente, ou anemias sem motivo. A pessoa que evacua uma vez ao dia e repentinamente passa dias sem evacuar ou que vai ao vaso muitas vezes no mesmo dia sem que tenha alterado a alimentação deve suspeitar de algum problema. Essa alteração no ritmo intestinal é um alerta para que se procure logo um médico.

Variações não visíveis

As variações no funcionamento normal do organismo também mudam de acordo com a localização do tumor. Se ao lado direito do abdômen, o mais comum é um quadro de fraqueza, anemia e diarreia. Quando do lado esquerdo, há maior probabilidade de prisão de ventre.

Já o câncer no reto tem como principais indicativos o sangramento e a vontade recorrente de ir ao vaso. Nesse caso, é comum o paciente confundir o problema com hemorroida, o que mascara a doença.

Mas há diferenças: em casos de hemorroidas, o sangue vivo não se encontra misturado às fezes, característica presente no sangue ocasionada pelo câncer. Como é complicado para o paciente distinguir entre um e outro, a indicação é procurar um médico em caso de sangramento.

Para Bizinelli, o Brasil deveria investir em campanhas de prevenção dos cânceres do aparelho digestivo, assim como ocorre com a mama e a próstata.

– Com a colonoscopia, conseguimos ver todo o intestino grosso. Podemos até retirar um pólipo, que é a formação de verruga na parede do intestino ou reto e que pode evoluir para um tumor, que é encaminhada para a biópsia – detalha o especialista.

Nem todos os casos de pólipos evoluem para um tumor, mas 95% dos casos de neoplasias do cólon provêm da formação de pólipos, como explica Bizinelli.

Se um pólipo é retirado, o repouso é de apenas 24 horas. No Brasil, o câncer no intestino é o quarto mais frequente nos homens, atrás apenas do câncer de estômago, de pulmão e de próstata. O desenvolvimento do câncer colorretal leva de 10 a 15 anos, segundo estimativas. Por isso, a maior incidência ocorre a partir dos 60 anos. Quanto mais casos na família, maior o risco de desenvolver a doença.

A eficiência da endoscopia

O endoscopista digestivo e diretor da Sobed de Minas Gerais, Jairo Silva Alves, lembra que os cânceres de esôfago, de estômago e de duodeno também podem ser diagnosticados por uma endoscopia alta. O tumor no esôfago é o mais recorrente entre os três órgãos e, geralmente, muito perigoso, pois se desenvolve silenciosamente.

– Existem alguns métodos para o diagnóstico, mas o mais seguro e eficiente é a endoscopia. Até porque permite intervenção imediata. O aparelho endoscópico permite inserirmos uma pinça para retirar o pólipo ou aplicar um medicamento – garante.

Dieta saudável

A alimentação está intimamente ligada ao surgimento tanto do câncer de intestino quanto do de esôfago. Gordura animal, refeições pobres em fibra e ricas em corantes favorecem a incidência. Os corantes liberam nitrosaminas no intestino, substâncias reconhecidamente cancerígenas, presentes numa série de produtos industrializados.

Na dieta rica em gordura, destacam-se as carnes gordas, a manteiga e os queijos amarelos. A gordura da carne vermelha, os alimentos salgados e os defumados também têm substâncias carcinogênicas e devem ser evitados.

Invista em frutas, verduras e em uma dieta rica em fibras.

Referências: www.fbg.org.br e www.sobed.org.br


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14/ago/2019

No Brasil, os cânceres de intestino, estômago e de boca são juntos o terceiro tipo mais incidente em homens, enquanto o de intestino é o segundo mais frequente entre as mulheres. Apenas o câncer do cólon e do reto tem 36 mil novos casos por ano no país, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Apesar de preveníveis, o diagnóstico tardio prejudica o tratamento desses tumores do trato digestivo, alertam médicos especialistas da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED).

Segundo a Dr. Fauze Maluf Filho, presidente da Comissão Científica da SOBED, a melhora da qualidade de exames, como a endoscopia e a colonoscopia, aumenta a chance de detectar lesões malignas no início: “Nós temos que melhorar a qualidade dos exames que realizamos. Fazendo isso, nós mudamos a história natural dessa doença, porque na fase inicial a doença é curável pelo exame ou por uma cirurgia”.

Os cânceres do aparelho digestivo foram o tema do XIII Simpósio Internacional SOBED, que aconteceu em Campinas (SP), de 30 de maio e 1º de junho. Durante o evento, endoscopistas, gastroenterologistas e coloproctologistas, de todas as regiões do Brasil e de outros oito países, discutiram sobre o diagnóstico e o tratamento da doença em órgãos como o estômago, esôfago, cólon e reto.

De acordo com o Dr. Jairo Silva Alves, presidente da SOBED, o evento foi fundamental para aprofundar o conhecimento dos especialistas: “Nos aspectos diagnósticos e, reafirmando o papel da endoscopia intervencionista, abordamos os principais métodos terapêuticos curativos ou paliativos, endoscópicos”.

Mutirão de Colonoscopia

No dia 29 de maio, em celebração ao Dia Mundial da Saúde Digestiva, um Mutirão de 12 médicos especialistas da SOBED abriu a programação do Simpósio Internacional. A ação, feita em parceria com a equipe do Centro de Diagnóstico de Doenças do Aparelho Digestivo (Gastrocentro), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), realizou a colonoscopia em 30 mulheres e 18 homens, pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

O Dr. Lix Alfredo Reis de Oliveira, membro da Comissão de Ações Sociais da SOBED, explica que até 80% dos casos de câncer de cólon e reto poderiam ser evitados com a prevenção, rastreando tumores em fase inicial: “Ao todo identificamos 46 pólipos (tumores benignos) em 50% dos pacientes examinados, com idade média de 56 anos”, disse ele, se referindo ao Mutirão que teve como objetivo chamar atenção para a importância da prevenção do câncer colorretal e da colonoscopia para detecção precoce da doença.

“É importante a população ter acesso à realização desses exames. Queremos sensibilizar colegas clínicos, cirurgiões e médicos de outras especialidades para que encaminhem os pacientes a partir de 40 anos para fazer a endoscopia e a partir de 45 anos, para fazer a colonoscopia, como prevenção”, complementa Maluf Filho.

Para o Dr. Marcelo Averbach, presidente da Comissão de Ações Sociais da Sociedade, a ação também chama atenção do governo e da sociedade em geral para a importância desse rastreamento: “É uma bandeira da SOBED, pois visamos à implantação de uma política pública”.

Referências: www.fbg.org.br e www.sobed.org.br


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14/ago/2019

Você provavelmente já ouvir dizer que entrar na piscina (ou no mar) logo depois de comer faz mal. Mas será que isto é realmente verdade?

De acordo com Rogério Alves, gastroenterologista da BP, a resposta é sim. Segundo o especialista, “logo após a ingestão dos alimentos há um aumento da concentração sanguínea na região do aparelho digestivo para facilitar a absorção dos nutrientes. E quando a pessoa faz um esforço físico intenso logo após a refeição, como correr ou nadar, esse sangue acaba sendo distribuído também para os músculos e outras partes do corpo, podendo causar congestão alimentar, a popular indigestão”.

Para ajudar você a se prevenir, o médico esclarece outros mitos e verdades sobre a indigestão.

  • Indigestão mata

Mito. Ninguém morre de indigestão. Os sintomas mais comuns são tontura, mal-estar, vômito e desmaio. O que pode trazer risco de morte é a pessoa ter um desses sintomas durante alguns tipos específicos de atividade física. Se o indivíduo desmaiar enquanto estiver nadando, por exemplo, poderá se afogar e, consequentemente, morrer.

  • Tomar banho depois das refeições pode causar congestão

Mito. Por não caracterizar exercício intenso, o banho não afeta a digestão e, portanto, não causa congestão alimentar.

  • Caminhar após a refeição ajuda na digestão

Verdade. Caminhadas curtas estimulam o metabolismo, auxiliando no processo digestivo e contribuindo para reduzir possíveis desconfortos estomacais como a barriga inchada. Além disso, caminhar ajuda a gastar calorias e a manter a forma.

  • É permitido fazer atividade física 30 minutos depois da refeição

Mito. As atividades físicas intensas devem ser feitas somente duas horas depois das principais refeições (almoço ou jantar). Em casos de refeições mais leves como um lanche, por exemplo, esse tempo pode diminuir em uma hora. O tipo de alimentação também pode interferir, já que os carboidratos são digeridos mais rapidamente que proteínas e gorduras.

É importante ressaltar que se os sintomas da indigestão não desaparecerem no período de uma hora, o ideal é que a pessoa se dirija a um pronto-socorro.

Referências: www.fbg.org.br e www.sobed.org.br


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